Valéria Gurgel
"Ficção, Romance, Emoção, Aventura e suspense"
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Textos

MULHER NÃO QUEBRA GALHO, SUSTENTA SEUS FRUTOS!

De Mulher Para Mulher - Recadinho 6

 

Valéria Cristina Gurgel

 

Na cabeça um ninho

de preocupações...

e o corpo sente

o peso da responsabilidade!

 

O que mais assistimos no decorrer dos séculos, são mulheres fortes, guerreiras, resistentes como bambus, que envergam mas não quebram! A vida dura requer delas raízes profundas e resistentes. Aquelas, no fundo da terra, que ninguém vê! 

 

Lutam bravamente e a maioria delas, sozinhas. Geram as suas crias em meio ao abandono, maus tratos, alimentação precária, cuidados com a saúde, escassos. Somados à discriminações diversas, lamentavelmente até dentro de suas próprias famílias.

Muitas violentadas e abusadas pelos próprios pais, padrastos, tios, avôs, irmãos ou por nossa sociedade tão hipócrita, que vangloria e defende o machismo arraigado na ancestralidade patriarcal. 

 

Mulheres parindo suas crias sozinhas, muitas, sendo obrigadas a abortar ou abandonar as crianças, ou, simplesmente dá-las para adoção por medo de um futuro incerto e sombrio. Será que em alguma vez, respeitaram o seu direito de dizer não? De não aceitar o ato sexual imposto? De não querer engravidar?

 

Outras, mais corajosas, insistem em criar os filhos. Sem apoio, terminam tendo que deixar as crianças em casa sozinhas. Geralmente em casas mau estruturadas, sem nenhum tipo de conforto ou segurança, para sair para trabalhar e buscar o sustento do lar.

 

Alimentando um ciclo vicioso e cruel; crianças que ficam sozinhas em casa, sendo abusadas, violentadas, desaparecidas e ou perdidas nos vícios ou escravas sexuais e ou  para o tráfico de drogas.

 

Meninas/ crianças, estupradas, contraindo doenças diversas, que engravidam com nove, dez, onze, doze treze anos de idade apenas. Fazendo girar uma cadeia  alimentar do sexo e a história se repete... e muitos dos nossos governantes, do mundo inteiro, fazem vistas grossas para um crime contra a própria humanidade, porque muitos se alimentam de um vão prazer bestial nesse ciclo!

 

Gerações que perpetuam um modelo doentio, tóxico, demente, que coloca o macho no pedestal e a fêmea sujeita a obedecer, calar, respeitar e aceitar. Inclusive, se tornou um modelo tão comum que vem se tornando "aceitável" até mesmo pela maioria das mulheres (mães, avós e demais hierarquias), que idolatram os homens da casa, mesmo conhecendo muito bem, quem muitos deles realmente são; se revelam em casa! 

 

Rebaixam desde crianças, as meninas; Dando preferências e autonomia aos meninos. Supremacias de pequenos poderes: Meninas lavam louças, meninos vão brincar! Enquanto as meninas aprendem cozinhar e cuidar dos irmãos pequenos, os meninos aprender a dirigir carros.

 

Parece coisa do passado, mas não é! São meros exemplos que se repetem em diversas formas, em outras estruturas, dissimuladas! 

Provando desde tenra idade que o machismo deve ser cultuado como sinônimo de poder, de grandeza, de força, e de masculinidade!!!

 

Esse não é um discurso feminista, nem de valores, nem de guerra de sexos! Há homens que já evoluíram, que saíram fora desse ciclo padronizado e repetitivo. Se libertaram desses sentimentos, pensamentos e ações desprezíveis. 

 

É só para refletirmos acerca de nossos tidos "valores impostos". De uma realidade que não pode seguir sendo vista e aceita como padrão. Um modelo que já está provado que não funciona. Que corrompe, que macula, que fere, que mata. Mata o mundo! Uma vez que mata o sagrado feminino do planeta! Mata quem gera a vida!

 

Um retraso para o mundo mas, que se repete como se fosse normal. E todas as trágicas consequências seguem sendo varridas para debaixo dos tapetes, a começar de dentro de nossas próprias casas, na maioria das vezes. 

Mulher não quebra galho, sustenta seus frutos! 

 

Publicado em meu Site Literário www.valleriagurgel.com

@valeriacristinagurgel

Siga a  série Recadinhos de  1 a 7

De Mulher para Mulher.

 

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Um forte abraço da autora,

Valéria Cristina Gurgel

Valéria Cristina Gurgel
Enviado por Valéria Cristina Gurgel em 08/03/2026
Alterado em 11/03/2026
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